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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Atenção professores da UNESA Friburgo

Colegas professores da Universidade Estácio de Sá, campus de Nova Friburgo:

Colegas professores da Universidade Estácio de Sá, campus de Nova Friburgo:
O Sinpro de Nova Friburgo e Região foi informado de que todo o processo de negociação em torno da campanha salarial 2016 está suspenso até se resolver a questão da compra (ou fusão) da Estácio pela empresa Kroton/Anhanguera, multinacional do ensino privado. Diante desse quadro, o SINPRO está propondo a realização de uma assembleia na próxima terça-feira, dia 21/06, às 17:00, na sede do Sindicato, na Av. Alberto Braune, 88 - Galeria São José - Ed. Tânia, sala 210 - Centro de Nova Friburgo.

Aproveitamos para reproduzir abaixo Nota do Sindicato dos Professores do Rio sobre a situação atual do Ensino Superior Privado, em especial sobre o caso da possível compra da Estácio por uma megagigante do setor.

Atenciosamente,

DIREÇÃO COLEGIADA DO SINPRO DE NOVA FRIBURGO E REGIÃO


* *

Nota do Sinpro-Rio: "A Educação Superior continua sendo mercadoria"

13/06/2016

Educação Superior Privada, por trás dos discursos dos relativos bons salários, se escondem velhas praticas conservadoras quando do trato com os seus profissionais, principalmente na hora do reajuste salarial: discurso de uma crise que não tem fim, inadimplências dos alunos, falta de apoio de políticas governamentais, entre outras mazelas por eles alegadas. Armadilha pronta para justificar o descumprimento das leis, principalmente no trato com as questões trabalhistas, centrado no desrespeito com a carga horária contratada dos professores, com reduções que chegam ao que se denomina “carga horária zerada”.

A pergunta que não quer calar: onde fica a qualidade da educação que estas instituições tanto alardeiam para vender seu produto? Fica evidente que, que para a sobrevivência econômica desse modelo, a educação é tratada como mercadoria, através da oferta de um ensino pasteurizado que tenta se sustentar à base do financiamento público através do PROUNI e do FIES e mesmo de uma EAD (Ensino à distância) trivializada, destinada a oferecer aos estudantes, em sua maioria de baixa renda.

Educação como serviço e não como direito

Excetuando-se as chamadas IES comunitárias, vocacionais e às fundações de direito privado, o que resta é um setor voltado para extrair lucros que beiram aos bilhões, utilizando a venda de “serviços educacionais” tocados por empresas que tratam a educação como serviço e não como direito e obrigação de Estado. Atualmente, a Educação Superior Privada detém 75% das matrículas através de grupos educacionais de origem nacional e internacional que atuam no país, com destaque para: Abril Educação, Anima, Estácio de Sá, Kroton/Anhanguera, Laureate, Ser Educacional, Unip, Uninove, Unicsul e Whitney.

É comum grupos nacionais e internacionais envolverem-se em transações bilionárias, como a que ocorreu recentemente com a fusão dos gigantes Kroton e Anhanguera, com um capital de mais de 12 bilhões de reais. E o mais contraditório, segundo dados do próprio MEC é que, cerca de 40% do faturamento desse grupo educacional são provenientes de recursos públicos, frutos das isenções fiscais e de financiamentos obtidos por meio do FIES.

No fundo um modelo engordado com verbas públicas, que já abocanha quase 80% da educação superior no país.

A face oculta da compra da Estácio precisa ser conhecida

E agora, no início do mês de junho, apesar das alegações de crise no setor, a disputa e a concorrência entre grupos se mostra mais agressiva com a proposta anunciada ao mercado: “Kroton prepara oferta para adquirir o controle da Estácio”. Ato contínuo, o Grupo Ser Educacional entra na “jogada”, revelando interesse em adquirir a a Estácio de Sá; parece que se aproveitando de uma conjuntura nacional que se lhes apresenta bastante favorável, pelo menos sob o ponto de vista da grande mídia hegemônica.

Diante deste fato, tanto o movimento sindical quanto a comunidade acadêmica e a sociedade em geral devem se manifestar de forma veemente tendo como referência algumas das seguintes questões:

1) Uma urgente ampliação e canalização de esforços para que se criem processos regulatórios eficientes que inibam a expansão do setor privado da educação superior de forma desenfreada e desqualificada como vem ocorrendo;

2) Ampla discussão junto a todos os fóruns educacionais, políticos e ministério público diante da ausência de regulação por parte do Estado de um setor estratégico, que vem permitindo, cada vez mais, que negociações de instituições superiores sejam feitas através de bolsas de valores, o que descaracteriza a função social, pública e estratégica da educação superior, colocando em risco a formação de toda uma geração.

Quando se pensa no quadro conjuntural para esse setor, a situação se revela muito mais grave, não somente no trato em relação às questões trabalhistas quanto da própria estrutura educacional. Hoje os chamados Fundos de Investimentos em Educação – alocados em grandes empresas educacionais - contratam escritórios de advocacia para intervenções com vistas à sua “reestruturação”, tendo como referência apenas a redução de custos. Nesta história, apostando na impunidade, empurram para a esfera judicial as suas já robustas dívidas trabalhistas e fiscais, obviamente com cortes em relação ao número de professores.

Caberá aos profissionais dos estabelecimentos em questão se preparar para reagir aos ataques aos seus direitos e conquistas que certamente virão, se este negócio bilionário se concretizar.

É PRECISO UM BASTA EM TUDO ISTO!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Base Nacional Comum: Avanço ou retrocesso?

O SINPRO, em parceria com o SEPE e com o Conselho Municipal de Educação de Nova Friburgo, promove, no dia 30 de outubro, a partir das 08:30h, na Câmara Municipal de Nova Friburgo, palestra sobre os rumos da educação no país.

Clique na imagem abaixo para ampliá-la e conferir a programação do evento.



Para maiores informações – inclusive sobre abono de ponto para participação no evento - , entre em contato através de um dos telefones:
2522 4995 (SINPRO)
2523 3448 (SEPE)

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Professor Multifuncional

Professores:

O SINPRO Petrópolis promoverá o IV Seminário de Educação cujo tema em 2015 será: Professor Multifuncional.

O evento ocorrerá na Universidade Católica de Petrópolis – UCP, no dia 03 de outubro. A programação completa pode ser visualizada no cartaz abaixo. (clique para ampliar)


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

quarta-feira, 19 de março de 2014

FETEERJ realiza 4º Seminário do Coletivo Jurídico dia 29

No próximo dia 29 de março será realizado o 4º Seminário do Coletivo Jurídico da Feteerj. O evento começará com uma palestra do assessor Jurídico da Contee, José Geraldo Santana, seguida pro debate sobre atualizações jurídicos e o movimento sindical.

Após o almoço será discutida a relação dos Sinpros com o sistema ‘S’ e as perspectivas após o Pronatec. No final do dia haverá uma plenária para a construção da pauta única reivindicatória da Educação Básica e Superior/Convenção Coletiva.

O objetivo do seminário é a construção e a materialização das pautas unificadas da Educação Básica e Superior, considerando as diferenças regionais, rumo a uma Convenção Coletiva unificada.

O evento será realizado na CUT-RJ, na Avenida Presidente Vargas, 502/15º andar, das 9h às 17h. Mais informações na Secretaria da Feteerj.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Seminário da Verdade e Justiça de Friburgo: Juventude comparece em peso!

No ano que marca os cinquenta anos do golpe civil-militar no Brasil, ocorreu o primeiro evento de uma série de atividades sobre o tema em Nova Friburgo. Para além de um maior conhecimento sobre o fato, a intenção do COLETIVO DE VERDADE, MEMÓRIA E JUSTIÇA DE NOVA FRIBURGO, que conta com a participação do Sinpro de Nova Friburgo Região, dos partidos de esquerda e movimentos populares, é promover reflexões que resgatem o período histórico da ditadura no país, a fim de que o entulho autoritário, representado nas práticas ainda vigentes de tortura nas prisões brasileiras e de repressão aos movimentos sociais, seja enfim banido do nosso país.

O Seminário "VERDADE, MEMÓRIA E JUSTIÇA", realizado na Câmara Municipal de Nova Friburgo no último dia 22 de fevereiro, contou com a presença dos professores João Raimundo de Araújo e Ricardo Costa. Este último coordenou o evento e lembrou acerca da importância da criação da Comissão Municpal da Verdade, para apuração dos acontecimentos relativos ao período ditatorial na cidade, onde, por meio de um conluio entre o empresariado local (representado na figura do Engº Heródoto Bento de Melo) e do Sanatório Naval, o então prefeito Vanor Tassara Moreira foi forçado a renunciar e o Vereador comunista Francisco Bravo foi cassado, além de outros casos de perseguição política.

O plenário da Câmara Municipal ficou lotado com a presença de jovens estudantes da Escola Fribourg (cujos professores levaram todo o ensino médio) e de outros colégios e universidades de Nova Friburgo. Cerca de duzentas pessoas compareceram ao evento.

Também participaram da mesa dos trabalhos o advogado Aderson Bussinger, integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ e Modesto da Silveira, membro da Comissão Ética da Presidência da República, advogado que mais defendeu presos políticos na época da ditadura. Representando a Comissão Estadual da Verdade, compareceu o histórico sindicalista Geraldo Cândido.

Os palestrantes falaram sobre o regime militar e as formas de repressão empreendidas na época, onde toda e qualquer militância era punida com sequestros, prisões, tortura, exílio ou morte. As falas de Modesto da Silveira e Geraldo Cândido foram muito emocionadas e emocionantes, pois ambos foram extremamente perseguidos no período. Aderson falou sobre os trabalhos da Comissão da Verdade, conquistas e desafios de quem trabalha pela memória, e defendeu a necessidade de revisão da Lei de Anistia, que não permite punição a quem torturou e matou em nome da ditadura. Também foram apresentadas propostas de mudança de nomes de vias e prédios públicos (como a Av. Presidente Costa e Silva e o pavilhão Emílio Garrastazu Médici, da feira da vila Amélia)

Ainda participaram com depoimentos os militantes políticos Sérgio El-Jaick e Ivaldeck Barreto, que testemunharam sobre a ação da ditadura em Friburgo, o professor de Direito André Melo, representando o vereador Cláudio Damião e o professor Bruno Calderaro, com uma fala que desmente o que se propaga costumeiramente: que na Ditadura não havia corrupção, contando um caso em que viveu enquanto diretor do Sindicato dos Bancários de Nova Friburgo.

É luta que segue. Este foi o primeiro de muitos eventos que acontecerão em Nova Friburgo, para que não se apague da memória e da História o ocorreu entre 1964 e 1985. A pressão é para que Nova Friburgo tenha sua própria Comissão, criada através de projeto de lei na Câmara Municipal, com o propósito de investigar a participação de militares, políticos e empresários locais na perseguição a militantes políticos e que ajudaram a escrever essa página infeliz de nossa História.

Fica o convite para a próxima atividade: reunião do Coletivo da Memória, Verdade e Justiça de Nova Friburgo, no dia 11/03 (terça) às 19h na sede do Sindicato dos Vestuários (Av. Alberto Braune, 04, 1º andar).

Vejam mais fotos do evento:




















sábado, 16 de novembro de 2013

A valorização do professor foi a pauta do III Congresso do Sinpro Nova Friburgo e Região

Plano de Cargos e Salários, remuneração da hora tecnológica com direito ao descanso e limite de estudantes por turma são reivindicações essenciais para a efetiva valorização dos professores das escolas particulares de Nova Friburgo e Região. Na busca por definir estratégias de luta para obtenção de tais conquistas, o Sinpro realizou, nos últimos dias 18 e 19 (sexta e sábado), na Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia, seu III Congresso, cujas decisões e orientações servirão para balizar as ações da nova diretoria colegiada, a ser eleita nos dias 28 a 30 de outubro (segunda a quarta).

Um momento de emoção no Congresso foi, na sexta-feira à noite, a homenagem ao professor João Raimundo de Araújo, em reconhecimento à militância de mais de 30 anos como dirigente sindical, sempre presente nas lutas dos professores e por uma educação de qualidade, crítica e transformadora. Neste dia, o professor nos brindou com uma aula sobre sindicalismo brasileiro, ao proferir palestra sobre a História do Sinpro de Nova Friburgo, da qual ele sempre foi parte integrante e um dos principais personagens.

No dia seguinte pela manhã, tivemos a palestra do professor João Canto (Sinpro-Nova Friburgo), que falou centralmente da luta pela remuneração da hora tecnológica, reivindicação urgente, tendo em vista a superexploração sofrida pela categoaria, cada vez mais obrigada, pelos donos das escoias, a promover tarefas tecnológicas, as quais representam uma ampliação da extração da mais valia do professor, para além das atividades de aula, planejamento, elaboração e correção de provas, etc.

Houve ainda as explanações dos companheiros Hiran Roedel e Wanderley Quêdo, do Sinpro-Rio, profundamente esclarecedoras a respeito dos vários enfrentamentos que o sindicato coirmão trava contra os tubarões do ensino privado, seja no setor do ensino superior ou na educação básica, os quais vivem hoje intenso processo de oligopolização, com grandes empresas assumindo o controle de redes inteiras de escolas, tratando a educação unicamente do ponto de vista da obtenção de lucros. Além disso, foi colocada a necessidade de uma batalha permanente contra a ideologia dominante, que nos vê apenas como meros reprodutores da ordem burguesa e da visão de mundo capitalista, individualista, preconceituosa e excludente. É preciso, portanto, pensar e atuar no sentido da construção de um projeto alternativo de sociedade, para o que o trabalho na educação é essencial.

O balanço da atuação do Sinpro de Nova Friburgo e Região no mandato que se encerra é positivo. Os últimos três anos foram de muito trabalho: várias denúncias foram encaminhadas aos ministérios Público e do Trabalho para que muitas escolas particulares fossem fiscalizadas, acionadas e até multadas, conforme o grau de desrespeito aos direitos dos trabalhadores. Obtivemos reajustes salariais acima da inflação para a Educação Infantil e os primeiros anos do Ensino Fundamental. A atuação do Sinpro no interior do Conselho Municipal de Educação assegurou mudanças no Plano de Educação de Nova Friburgo, com estaque para a limitação do número de estudantes por turma. A própria composição do Conselho foi alterada face a ação do sindicato, que garantiu a
presença do Sepe e de representantes de pais e alunos em seu seio. Outro destaque foi a participação, junto com a Associação de Docentes, da luta contra o fechamento da Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia, movimento que deverá ser retoimado no próximo ano, quando a Faculdade fecha as portas, visando à federalização dos seus cursos. Do contrário, teremos um apagão na formação de professores em toda a região.

É preciso, pois, avançar para a obtenção de novas conquistas: continuamos na luta para acabar com a diferença entre os salários dos diferentes níveis na categoria, uma discrepância injustificada já que a formação exigida é igual para todos.Buscamos o Piso Salarial Unificado e a discussão em torno de um Plano de Carreira para ops professores das escolas particulares. O desafio da nova diretoria é fazer um trabalho permanente de visitas às escolas, para fiscalizar as condições de trabalho, assim como ampliar a atuação jurídica, o trabalho de formação e as sindicalizações, a fim de fortalecer ainda mais nossa entidade.

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Veja mais fotos sobre o Congresso do SINPRO (clique para ampliar)